Roda de Mulheres em Cacheu

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A cidade de Canchungo, Região de Cacheu acolheu a 10 de abril de 2026, a Roda de Mulheres como parte de uma iniciativa que o Observatório da Mulher na Guiné-Bissau está a levar a todas as regiões do país para apresentar os resultados do Inquérito sobre a Situação da Mulher Guineense.

 

A Roda de Mulheres reuniu cerca de quatro dezenas de pessoas, entre ativistas dos direitos humanos, líderes e representantes de organizações da sociedade civil, ONGs, setor privado, estudantes e domésticas.

 

Trata-se de uma espécie de restituição junto aos inqueridos do trabalho levado a cabo durante o processo de recolha de dados onde 400 mulheres foram inquiridas em todas as regiões do país. O trabalho que envolve apuramento e analise culminou com a compilação do Relatório Desafios e a consequente conversão do mesmo numa exposição.

 

Os dois instrumentos foram apresentados a comunidade de Canchungo por meio da Roda de Mulheres, abrindo um espaço de debate em torno dos principais indicadores analisados no estudo e confrontando-os com a realidade vigente na região e recolher a opinião dos participantes.

A apresentação destacou dados sobre os direitos a atividade económica, ameaças a família, habitação, justiça, participação social, tempo e atividades, entre outros indicadores. Mas as interações foram particularmente mais dinâmicas em torno dos indicadores de educação, saúde e violência baseada no género.  

 

O Relatório foi apresentado pela Primeira Vice-Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Claudina Veigas na qualidade de Conselheira do Observatório. Estiveram presentes entre outras personalidades, o Presidente da Liga Regional dos Direitos Humanos, Clemente Mendes e a Presidente do Movimento Regional da Sociedade Civil.

 

A ocasião permitiu os participantes visitarem a exposição, verificando os resultados e vendo as fotografias, algumas das quais, foram tiradas em Canchungo.

 

O Observatório da Mulher na Guiné-Bissau é um consorcio da Casa dos Direitos que envolve a AMPROCS, MIGUILAN, Liga Guineense dos Direitos Humanos e a ACEP, financiado pela Cooperação Portuguesa.