Mulheres Jornalistas da Guiné-Bissau

Iniciativas

Apresentação

A liberdade que vem de dentro

Mulheres Jornalistas da Guiné-Bissau é um sítio onde se encontram pessoas que fizeram do jornalismo o exercício da sua liberdade de informação e de expressão e de garantirem essas mesmas liberdades aos cidadãos e cidadãs do seu país – um país feito de comunidades, de culturas, de sonhos e vontades, mas também de atropelos, de injustiças, de impunidades. 

São muitas vezes jovens, que não se conformam com a realidade tal como ela é – e querem fazer da sua profissão uma ferramenta da liberdade de fazer a mudança chegar mais longe. São cidadãs de um pais que querem com mais igualdade e justiça. 

com fotografias de Inês Gonçalves

As fotografias são de Inês Gonçalves. Sobre elas escreveu a jornalista Vanessa Rodrigues “(…) Há lugares onde é preciso aprender a respirar, diariamente, para que a voz não trema na hora de tomar a palavra. Há lugares onde ser mulher-jornalista é uma atividade de alto risco, com múltiplas opressões e violências. Esse lugar é o território diário destas mulheres, na Guiné-Bissau. São ativistas, mães, filhas, avós, profissionais sem tempo que encontram tempo, sabe-se lá como, para agir civicamente e confrontar o poder. Cumprem com sentido ético e deontológico esta entrega abnegada à missão do ofício jornalístico. E esse é o lugar da dignidade (…).”

Ana Bela Biangue Bull Ramalho

Nascida em 1984

Fez o curso técnico de Comunicação Social, no Pará, Brasil e a licenciatura em Comunicação Organizacional e Jornalismo na Universidade Lusófona da Guiné-Bissau. Iniciou-se na profissão na Rádio Sol Mansi, em Mansoa.

Cida Silvina Isnaba Nantcheré

Nascida em 1979

Fez formação básica em Jornalismo através da RENARC – Rede Nacional das Rádios e Televisões Comunitárias, em Bissau. Iniciou-se na profissão em 2001, na Rádio comunitária Voz de Djalicunda, região de Oio, onde permanece como directora. É animadora da organização camponesa Kafo e participa no Espaço Regional de Diálogo de Oio.

Djariatú Baldé

Nascida em 2001

Estudou Comunicação Organizacional e Jornalismo na Universidade da Lusófona da Guiné-Bissau. Começou a trabalhar como jornalista em 2020, na Rádio Jovem, Bissau, onde é vice-chefe de redação. É presidente do Rotaract Clube de Bissau.

Djenane Pereira de Jesus

Nascida em 1980

Licenciou-se em Jornalismo na Universidade Amizade Entre os Povos, em Moscovo e fez mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação em Lisboa, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, ISCTE. Iniciou-se na profissão em 1999, na Televisão da Guiné-Bissau. Participa em várias organizações cívicas, como a Plataforma Política de Mulheres, MIGUILAN, Rede de Mulheres Mediadoras. É proprietária de agência de comunicação.

Elci Pereira Dias

Nascida em 1975

Licenciada em Comunicação Organizacional e Jornalismo na Universidade Lusófona da Guiné-Bissau. É desde 2001 jornalista no jornal Nô Pintcha, e com funções de chefe de redação desde 2020. Membro dos diversos órgãos da classe, é vice-presidente da REMSECAO-GB, Rede para a Paz e Segurança para as Mulheres no Espaço da Comunidade dos Estados da África Ocidental, CEDEAO e responsável de comunicação da Rede de Mulheres Mediadoras.

Fátima Tchumá Camará

Nascida em 1978

Licenciou-se em Comunicação Organizacional e Jornalismo na Universidade Lusófona da Guiné-Bissau e realizou um mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, ISCTE, em Lisboa. Iniciou-se como jornalista em 2000, na Rádio Difusão Nacional, onde é actualmente directora de programas. Em 2010 passou a colaborar com a rádio alemã DW. Desde 2015 é correspondente da RDP-África. É vice-presidente da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social, AMPROCS e do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação da Guiné-Bissau, SINJOTECS.

Filomena Alfredo Sami

Nascida em 1999

Estudou Economia e Gestão no Instituto Piaget e fez cursos de capacitação em jornalismo em Bissau. Iniciou-se na profissão em 2017 como repórter, na Rádio Difusão Nacional. Participa em diversos movimentos juvenis. Foi vencedora do Prémio Jornalismo e Direitos Humanos, promovido pela Liga Guineense de Direitos Humanos, LGDH e a Associação para a Cooperação Entre os Povos, ACEP, em 2020 e 2021. 

Indira Correia Baldé

Nascida em 1975

Em 1995 candidatou-se à Radio Difusão Nacional e após um ano de formação intensiva, entrou para os quadros da estação. Em 2000 começou a trabalhar na Delegação da RTP-África na Guiné-Bissau, onde permanece até hoje. Participou em diversas formações no país e no estrangeiro sobre jornalismo e sobre a Guiné-Bissau. É presidente do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação da Guiné-Bissau, SINJOTECS.

Indira da Silva Biaguê

Nascida em 1982

Licenciou-se em Jornalismo na Universidade Lusófona da Guiné-Bissau. Começou a trabalhar em 2006 na Radio Difusão Nacional como secretária da redação. É membro da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social, AMPROCS e do Sindicato dos Órgãos Públicos da Comunicação Social. É activista das questões de género.

Lenira Adiana Fernando Gomes

Nascida em 2004

Participou em programas de capacitação em jornalismo para jovens. É desde 2019 membro da Rede de Crianças e Jovens Jornalistas. Planeia criar um canal no YouTube sobre os músicos guineenses.

Maria Augusta N’tchami

Nascida em 1998

Fez diversas formações técnicas na área do jornalismo. É animadora desde 2014 da Radio comunitária Balafon, em Ingoré, região de Cacheu. É membro da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social, AMPROCS e activista de Direitos Humanos.

Neusa Dulcineia de Rosário José de Barros

Nascida em 1974

Ingressou em 1991 na Televisão da Guiné-Bissau como secretária e dactilógrafa. Realizou formação de operadora de camera e desempenha essa função desde 2012. Membro da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social, AMPROCS e do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação da Guiné-Bissau, SINJOTECS, é activista dos direitos da mulher e membro da Plataforma Política das Mulheres.

Paula Silva de Melo

Nascida em 1963

Estudou jornalismo na Universidade Estatal de Tashkent, República de Uzbequistão, na ex-União Soviética. Iniciou-se na profissão em 1993, na Televisão da Guiné-Bissau, onde tem desempenhado diferentes funções, de directora a repórter. Tem realizado diferentes formações especializadas. É fundadora e Presidente da Associação das Mulheres Profissionais da Comunicação Social, AMPROCS, Presidente do Conselho Consultivo do Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação da Guiné-Bissau, SINJOTECS e membro da Plataforma Política de Mulheres.

Rugui Baldé

Nascida a 1999

Participou em formações intensivas sobre jornalismo em Bissau e Bafatá. É desde 2018 jornalista na Rádio Mulher, de Bafatá.  É membro dos órgãos da classe e activista dos direitos da mulher e das meninas. 

Parceiros

  • Casa dos Direitos

    Criada em 2012 no espaço da mais antiga prisão de Bissau, define-se como uma iniciativa promotora de diálogo entre diversos sectores da sociedade guineense, para a realização de direitos - económicos, sociais, culturais, cívicos, ambientais - numa abordagem de identificação dos problemas e valorização das soluções. Inscreve-se num esforço conjunto de compreensão dos desafios que se vêm colocando à paz e ao desenvolvimento no país. É dinamizada por um consórcio de organizações da sociedade civil, maioritariamente guineenses.

  • ACEP

    Associação para a Cooperação Entre os Povos

    Constituída em 1991, a ACEP pretende contribuir para um mundo mais equitativo e solidário, através de laços de cooperação e de reforço mútuo, entre expressões de cidadania, em particular nos países de língua oficial portuguesa. Participa em processos de pesquisa e debate, experimentando novas formas de construção de conhecimento. Na advocacia e influência política procura documentar e desocultar contextos do desenvolvimento, desmontando estereótipos e visões simplistas, com a colaboração de profissionais do jornalismo e da criação artística.

  • AMIC

    Associação dos Amigos da Criança

    Organização não governamental guineense criada em 1984 e legalmente constituída em Fevereiro de 1992. É uma organização laica e apartidária, de âmbito nacional, com cerca de 3.000 membros. As nove antenas regionais da AMIC, existentes desde a criação da organização, têm competências para desenvolver todas as actividades de promoção e defesa dos direitos da criança na área na sua região. Criou e anima dois centros de acolhimento, na periferia de Bissau e em Gabu, para crianças e jovens em situações de vulnerabilidade.

  • AMPROCS

    Associação de Mulheres Profissionais da Comunicação Social

    Fundada em 2015,  é uma associação onais não governamental de mulheres jornalistas profissi cuja missão é promover a igualdade de género, a emancipação das mulheres e garantir a progressão das mesmas nos órgãos da comunicação social tal como contribuir para a liberdade de expressão, a boa governação e construção de sociedade democrática no país.

  • LGDH

    Liga Guineense de Direitos Humanos

    Organização não governamental de defesa, proteção dos direitos e liberdades da pessoa humana, criada em 1991. É seu objetivo promover e defender os direitos fundamentais dos cidadãos, para a promoção de uma sociedade mais justa e tolerante. Entre as suas principais atividades constam a realização de estudos e pesquisas no domínio dos direitos fundamentais, intercâmbios com associações congêneres nacionais e internacionais, a educação cívica e a denúncia de todos os atentados aos direitos fundamentais.

  • MIGUILAN

    Mindjer di Guiné Nô Lanta

    Constítuida em 2015, é uma organização da sociedade civil guineense, apartidária que pretende fazer ouvir a sua voz em decisões relativas à paz, estabilidade, igualdade, equidade de género e justiça social na Guiné-Bissau.  Actualmente desempenha acções de promoção da participação política das mulheres, nomeadamente nos órgãos de poder e na gestão e resolução de conflitos e de reforço da capacidade de liderança feminina através de treinos e formações específicas.

  • Tiniguena

    Essa terra é nossa

    Organização não governamental guineense fundada em 1991, que visa promover o desenvolvimento participativo e durável, baseado na conservação dos recursos naturais e culturais e no exercício da cidadania. A organização tem como foco as questões ambientais, contando com uma abordagem consolidada em vários domínios incluindo a soberania, segurança alimentar e nutricional, a animação, organização e mobilização comunitária, a influência de políticas públicas, a gestão durável de espaços e recursos naturais e culturais, e capacitação feminina.

Notícias